domingo, 13 de março de 2016

POLÍTICA : Ação do MPF pede que Odebrecht seja proibida de obter contratos públicos

O Ministério Público Federal em Curitiba propôs, neste sábado (12), uma ação de improbidade administrativa contra a empreiteira Odebrecht e seus executivos, na qual cobra deles cerca de R$ 7,3 bilhões. Na ação, a força-tarefa da Operação Lava Jato pede que a Odebrecht seja proibida de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais.
É a sexta ação de improbidade movida na Operação Lava Jato. Há três cobranças feitas pelos procuradores: ressarcimento ao erário de R$ 520 milhões, valor equivalente ao total de propina apontado pelos investigadores, pagamento de multa civil na quantia de R$ 1,5 bilhão, e pagamento de danos morais coletivos estimado em R$ 5,2 bilhões.
Os alvos da ação são os executivos e ex-executivos Marcelo Odebrecht, Márcio Faria, Rogério Araújo, César Rocha e Sérgio Boghossian, além das pessoas jurídicas Odebrecht S.A. e Construtora Norberto Odebrecht. Também são alvos os ex-empregados da Petrobras Pedro Barusco, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Celso Araripe.
Segundo o Ministério Público, a ação se baseia em evidências de pagamento de propina em doze obras da Petrobras, como das refinarias Repar (Paraná) e Abreu e Lima (Pernambuco).
A Odebrecht tem negado o pagamento de propinas e o envolvimento com irregularidades.
FONTE : FOLHA DE PERNAMBUCO

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CRISE POLÍTICA : Manifestações deste domingo colocam governo Dilma em estado de alerta


Governo Dilma em Estado De Alerta
Governo Dilma em estado de alerta (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A presidente Dilma Rousseff reza para chover. O ex-presidente Lula incita os petistas a irem às ruas. Mas as manifestações da oposição de hoje bombarão na Avenida Paulista e na Esplanada dos Ministérios, os dois pólos de poder petista, sem falar em outras cidades do país. Com isso, a crise política ganhará nova dimensão, que pode resultar no afastamento, cassação ou renúncia da presidente da República ou na volta de Lula ao Planalto, se aceitar assumir a Casa Civil.


Na sexta-feira, Dilma convocou uma entrevista coletiva para falar que não renuncia. Quando um presidente da República chega a esse extremo, é sinal de que seu governo acabou. Faz sentido. Do ponto de vista da economia, a situação é de completo descompasso entre o que diz o ministro da Fazenda, Nélson Barbosa, atarantado com a recessão, e o “me engana que eu gosto” dos demais ministros em matéria de ajuste fiscal. O PT faz campanha contra a reforma da Previdência; seus aliados são contra a recriação da CPMF, o antigo imposto do cheque.

A posição de independência do PMDB, aprovada ontem em convenção nacional, é mais um passo na direção do impeachment. Não está no horizonte da legenda, porém, desembarcar agora do governo Dilma, não é da natureza do animal... A maioria do partido quer continuar no poder... Com Michel Temer na Presidência. As articulações no Congresso para aprovar o impeachment de Dilma, hoje, estão mais avançadas onde parecia improvável: o Senado, cujo presidente é um craque da baldeação política. Renan Calheiros (PMDB-ASL) mudou de barco nos governos Collor e Fernando Henrique, na hora certa.

A variável mais imponderável da crise política não é a mobilização popular contra o governo. O PT ainda tem capacidade de reação e forte influência nos movimentos sociais e no aparelho de Estado, como foi demonstrado por seu principal “aparato ideológico”: as universidades federais. O catalisador da crise é a Operação Lava-Jato, que parece o ramal de Deodoro, desculpem-me a analogia ferroviária: numa das linhas corre um trem parador, pilotado pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba, que está desembestado; na outra, há um trem direto, sob comando do ministro Teori Zavascki, que ainda espera a chegada dos passageiros para dar a partida rumo à estação Central do Brasil.

FONTE : CORREIO BRAZILIENSE

Novidade: 3ª Companhia Independente de Goiana disponibiliza número do whatsApp para denúncias


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