sábado, 9 de julho de 2016

COTIDIANO : Blitz do Farol, em Olinda, emite 79 multas no primeiro dia

Intenção é es­­­ten­­­der a fiscalização para todo o Es­­­­tado nos próximos dias

PE-01, em Olinda, uma das vias onde há a exigência, foi cenário de blitz. Multa aplicada a infratores foi de R$ 85,13

O início da fiscalização do uso obrigatório dos faróis baixos acesos em ro­­­dovias e túneis durante o dia deixou muita gente confusa. Na sexta-feira (8), na PE-01, on­­­de foi realizada a primeira blitz para averiguar o cumprimento da legislação na Região Metropolitana do Recife, 79 condutores acabaram sen­­­do notificados. A infração é con­­­­­­side­­­rada média e tem mul­­­ta de R$ 85,13, além de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Conforme o De­­­­­­partamento de Estradas de Ro­­­dagem (DER), a intenção é es­­­ten­­­der a fiscalização para todo o Es­­­­tado nos próximos dias.

Ontem, já era possível ver muitos veículos com os faróis baixos acesos mesmo em vias em que não há exigência. Essa precaução é reflexo das dú­­­vidas sobre a localização exata das rodovias estaduais, já que parte delas fica em trechos urbanos e é administrada pelas prefeituras, caso das avenidas Mascarenhas de Morais, Norte e Caxangá, no Recife. 
A autônoma Dalva Moreira, uma das pessoas abordadas na blitz, disse que se atrapalhou diante dessa incerteza. “Não sabia que aqui era uma PE. Colocaram a lei, mas esqueceram da sinalização indicando as rodovias”, afirmou.

Teve gente que também se queixou do pouco tempo para adaptação à medida, sancionada pela presidência da República em maio. O operador de máquinas Reginaldo Go­­­mes, 66 anos, disse que teve um problema técnico no car­­­ro, parou num posto de combustíveis e, na saída, esqueceu de ligar o farol. “Eu estava sabendo da lei e acho que é válida. Mas não concordo que multem já no primeiro dia. Deveria ser um período educativo”, declarou.

Houve também quem tenha trafegado apenas com a lanterna acesa, em vez do farol baixo, como é exigido. “O farol baixo é aquele normalmente utilizado à noite, em que você gira dois pontos da alavanca de acendimento”, explicou o gerente de fiscalização e vistorias do DER-PE, Laurent Licari. Assim, o nível mais baixo de iluminação - o da lanterna ou farolete - não é aceito. Só acen­­­der os faróis de neblina ou de milha - aqueles na par­­­te mais inferior do para-choque - também não é suficien­­­te para evitar a notificação.

Por trás da exigência, há a busca por reduzir o número de ocorrências de trânsito. Só no ano passado, em Pernambuco, houve atendimento a 42,8 mil acidentados. Estudos mostram que o farol baixo aceso possibilita que um veículo seja avistado a pelo me­­­nos três quilômetros de distância, o que pode evitar colisões frontais. Também é uma ajuda aos pedestres, que percebem melhor os carros. “É comprovado que outros países que já instauraram leis semelhantes ti­­­veram uma redução considerável nos acidentes, não só as batidas frontais, mas também os atropelamentos de pedestres e ciclistas”, esclarece Licari.

Perímetro
Com exceção dos trechos de antigas PEs administrados por prefeituras, nas demais rodovias estaduais que cortam o Grande Recife, o uso dos faróis baixos acesos é exigido, caso da PE-01, que começa em frente à Escola de Aprendizes-Marinheiros, em Olinda. Também entram nessa lista a PE-15 (Olinda e Paulista), a PE-05 (fim da avenida Caxangá, a partir da estátua do Padre Cícero, passando por Camaragibe), a PE-08 (Estrada da Batalha, Jaboatão dos Guararapes), a PE-17 (Estrada da Muribeca, Jaboatão) e a PE-27 (Estrada de Aldeia, Camaragibe).

Folharesume
Setenta e nove condutores foram notificados, ontem, primeiro dia de fiscalização dos faróis baixos acesos em veículos que passam por rodovias e túneis. No Grande Recife, houve gente confusa em trechos de PEs situados em áreas urbanas. Também houve dúvidas quanto à intensidade do farol. Multa para quem for flagrado descumprindo a legislação é de R$ 85,13.

FONTE : FOLHA DE PERNAMBUCO


ECONOMIA : Presidente da CNI defende mudanças previdenciárias e nas leis trabalhistas

Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade cita exemplo de 80 horas semanais de trabalho

Presidente da Confederação Nacional da Indústria defende mudanças na Previdência Social e nas leis trabalhistas

Após mais de duas horas de reunião com o presidente interino Michel Temer e com cerca de 100 empresários do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse hoje (8) que, para o governo melhorar a situação do déficit fiscal, serão necessárias “mudanças duras” tanto na Previdência Social quanto nas leis trabalhistas. Temer deixou o evento sem falar com a imprensa.
O presidente da CNI citou como exemplo a França, onde as leis trabalhistas estão sendo discutidas.
“Vimos agora o governo francês, sem enviar ao Congresso Nacional, tomar decisões com relação às questões trabalhistas. No Brasil, temos 44 horas de trabalho semanal. As centrais sindicais tentam passar esse número para 40. A França, que tem 36 passou, para a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal e até 12 horas diárias de trabalho (na verdade, são 60 horas semanais). A razão disso é muito simples. A França perdeu a competitividade de sua indústria com relação aos demais países da Europa. Agora, está revertendo e revendo suas medidas, para criar competitividade. O mundo é assim e temos de estar aberto para fazer essas mudanças. Ficamos ansiosos para que essas mudanças sejam apresentadas no menor tempo possível”, argumentou o empresário.
“Um déficit de R$ 139 bilhões [para 2017]. Acho que foi uma demonstração de responsabilidade do governo apresentar as dificuldades que têm e o esforço que será feito para contornar essas dificuldades”, afirmou o presidente da CNI.
Segundo ele, ao considerar que, em 2016, o déficit será R$ 170 bilhões, a conclusão é que haverá, em algumas áreas, crescimento de despesas governamentais. “É claro que a iniciativa privada está ansiosa para ver medidas duras, difíceis de serem apresentadas. Por exemplo, a questão da Previdência Social. Tem de haver mudanças na Previdência Social. Caso contrário, não teremos no Brasil um futuro promissor”, acrescentou.
Robson Andrade defendeu também a implementação de reformas trabalhistas. Para ele, o empresariado está “ansioso” para que essas mudanças sejam apresentadas “no menor tempo possível”.
Robson Braga de Andrade reiterou a posição da CNI, contrária ao aumento de impostos.
“Somos totalmente contra qualquer aumento de imposto. O Brasil tem muito espaço para reduzir custos e ganhar eficiência para melhorar a máquina pública antes de pensar em qualquer aumento de carga tributária. Acho que seria ineficaz e resultaria, neste momento, na redução das receitas, uma vez que as empresas estão em uma situação muito difícil”, disse ele.
Também presente no evento, a presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, informou que o banco investiu R$ 6 bilhões em inovação nos últimos dois anos.
Maria Silvia defendeu o diálogo cada vez maior com o setor privado. “Inovação é uma das prioridades do banco. Produtividade e competitividade são fundamentais para a retomada do crescimento sustentável”, disse a presidente do BNDES.
Também participando do encontro, Ricardo Felizzola, presidente do Grupo Parit – holding de investimentos que controla as empresas Altus Sistemas de Automação S/A, Teikon Tecnologia Industrial S.A e HT Micron Semicondutores Ltda – disse que o Brasil precisa aumentar o apoio e financiamento em inovação tecnológica para aumentar a competitividade.
A MEI, com quem Temer se reuniu, agrega mais de 100 líderes empresariais das maiores empresas do país. Com o objetivo de formular propostas de políticas públicas e estimular e construir nas empresas um ambiente em que a inovação ocupe um papel central de forma a gerar empregos e inserir de forma mais efetiva a indústria brasileira nas cadeias globais de valor.
Para 2016, a MEI tem como agenda prioritária a atualização do marco regulatório da inovação, o aperfeiçoamento do marco institucional da inovação, aprimoramento dos mecanismos de financiamento à inovação, estruturação da inserção global de empresas brasileiras via inovação, modernização do currículo das engenharias e o fortalecimento da atuação de pequenas e médias empresas inovadoras.
FONTE : FOLHA DE PERNAMBUCO

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