domingo, 17 de abril de 2016

OLINDA : STF abre processo criminal contra Luciana Santos e Renildo Calheiros

Os comunistas são investigados por suposto recebimento de repasses ilegais feitos pelo Ministério do Esporte
Como hoje Luciana Santos é deputada federal e, por isso, goza de foro privilegiado, o inquérito foi levado ao STF / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Como hoje Luciana Santos é deputada federal e, por isso, goza de foro privilegiado, o inquérito foi levado ao STF

Foto: Guga Matos/JC Imagem



O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um processo criminal contra o atual prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, e a deputada federal e ex-prefeita da cidade, Luciana Santos, ambos do PC do B. Os comunistas são investigados por suposto recebimento de repasses ilegais feitos pelo Ministério do Esporte.
O inquérito foi aberto no fim do mês passado e não ganhou repercussão na imprensa, mas o Blog de Jamildo trouxe à tona nesta sexta-feira (24). O relator da matéria é o ministro do STF Teori Zavascki, que designou o juiz instrutor Márcio Schiefler Fontes para conduzir o processo. O despacho foi assinado no dia 23 de março. O autor do processo é o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Como hoje Luciana Santos é deputada federal e, por isso, goza de foro privilegiado, o inquérito foi levado ao STF.
De acordo com o despacho, o inquérito penal foi instaurado para apurar suposta prática de delitos contra a administração pública por Luciana Barbosa de Oliveira Santos e Renildo Calheiros, enquanto prefeitos. O processo aborda os mandatos entre 2000 a 2008, de Luciana, e de 2009 até o presente momento, com Renildo, se referindo a convênios firmados com o Ministério do Esporte (Convênio 353/2006 e contratos de repasse 0195.529-88/2006), com possíveis repasses ilegais de verbas federais.
Desde o início do governo Lula (PT), em 2003, o Ministério do Esporte sempre foi ocupado por integrantes do PCdoB, período compreendido pelos mandatos em investigação de Luciana Santos e Renildo Calheiros em Olinda. Entre 2003 e 2006, o ministro foi o então comunista Agnelo Queiroz, hoje filiado ao PT. De 2006 a  2010, a pasta ficou com Orlando Silva (PCdoB). Depois desse período, Orlando ainda chegou a ficar no Esporte entre 1º de janeiro de 2011 e 26 de outubro de 2011. Em 27 de outubro de 2011, assumiu Aldo Rebelo (PCdoB), que ficou no ministério até 1º de janeiro de 2015. Hoje a pasta está nas mãos do PRB, com o teólogo George Hilton.
A deputada Luciana Santos foi procurada para prestar esclarecimentos sobre a investigação, mas ela informou que não sabia do que se tratava o despacho. Procurador geral da Prefeitura de Olinda, responsável pela pasta de Assuntos Jurídicos, César André Pereira também afirmou que não recebeu nenhuma notificação do STF sobre o assunto, tanto no que se refere a Luciana Santos, quanto a Renildo Calheiros.

FONTE : JC ONLINE

ECONOMIA : CRISE - Comércio do Centro do Recife sofre com a crise

Antigo símbolo de um comércio forte e vibrante, Centro do Recife vive dias amargos
Movimento está fraco nas ruas do Centro do Recife, acarretando fechamento de lojas / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Movimento está fraco nas ruas do Centro do Recife, acarretando fechamento de lojas

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem


Lojas fechadas e movimento fraco. Este cenário se torna mais comum no Centro do Recife a cada dia, por causa da crise que assola o País. O ritmo frenético de antes, com pessoas cheias de sacolas circulando pelos bairros com comércio de rua tradicional ficou no passado. Nos dois primeiros meses de 2016, a atividade em Pernambuco recuou 10,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. A situação é pior do que a nacional: o Brasil encolheu 7,6%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Ano passado, Pernambuco perdeu duas mil lojas, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Alta da inflação e do desemprego, crédito restrito e aluguel caro estão entre os motivos para a queda nas vendas. “Os setores mais afetados são os que trabalham com linha de crédito, como móveis e eletrodomésticos. Os empresários reduzem despesas e muitas vezes mudam de endereço por causa do alto valor do aluguel, mas alguns não conseguem acompanhar. A previsão para este ano é de que não haverá crescimento”, afirma o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomercio), Rafael Ramos.
O impacto da queda da economia em setores específicos é claro. Na Rua da Palma e da Concórdia, em Santo Antônio, tradicionais pontos de venda de eletrodomésticos, muitos estabelecimentos fecharam. A Guido Móveis e Eletrodomésticos, empresa alagoana com 57 anos de existência, parou de operar no Estado e encerrou as atividades em oito unidades. Duas delas ficavam nestas vias. Entre os motivos, estão o baixo fluxo de clientes e os altos custos do mercado. 
Lojas de outras marcas, como Eletroshopping e Insinuante, estampam cartazes informando mudança de endereço. A reportagem do JC procurou a Ricardo Eletro, nova dona das duas empresas, mas não obteve retorno para esclarecer a situação.
Outra alternativa dos empresários é reduzir custos. Na Rua Nova, uma Esposende fechou. A empresa decidiu concentrar as atividades em outro estabelecimento na mesma região, porque a demanda caiu. Quem permanece ativo também lamenta. “Mesmo quem consegue se manter firme em meio à crise se prejudica. Quando cai a diversidade do comércio, cai mais ainda a quantidade de clientes. Isso é ruim porque a insegurança aumenta”, lamenta o gerente da Luk Modas, Ranilson Dornelas.
Diante da crise, vale tudo para tentar atrair consumidores. Na Rua da Imperatriz, na Boa Vista, os vendedores abordam as pessoas no meio da rua. A vendedora de uma ótica no bairro Edjane Reis usa essa estratégia, mas confessa que é uma tarefa árdua, porque muita gente está só de passagem. “O cliente ganha confiança ao conhecer o vendedor. O fluxo de frequentadores do bairro diminuiu muito, por isso vou para a rua.” 
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Recife, Eduardo Catão, o cenário não é exclusivo do Recife. “É mais perceptível o impacto no Centro porque é onde há maior volume de lojas. Mas isso também está acontecendo em todo o Estado e no o Brasil. Um dos problemas é a falta de investimento da parte da iniciativa pública e privada. As pessoas não estão acreditando na nossa economia.”
Enquanto os estabelecimentos comerciais do Centro fecham, as ruas são tomadas pelos ambulantes. Vendendo de tudo um pouco, como brinquedos e roupas, a preços baratos, o comércio informal ganha espaço. Na falta de empregos formais, vale tudo para sobreviver. 
De acordo com Rafael Ramos, este é um reflexo do alto índice de desemprego. Atualmente, o Brasil tem mais de 9 milhões de pessoas desocupadas. “É uma pessoa que perdeu o emprego e não quer depender de parentes e amigos. Porém, a mortalidade do negócio informal é grande, porque geralmente surge de um momento de necessidade, sem planejamento”, explica.

FONTE : JC ONLINE

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