quinta-feira, 15 de junho de 2017

COTIDIANO : São João ameaçado em 26 cidades de Pernambuco


Prefeituras ainda não regularizaram medidas de segurança para locais de festas, que podem ser interditados pelos bombeiros
Possibilidade,  levantada em  coletiva de Imprensa ontem, não afeta as festividades em  Caruaru (foto), Recife e Petrolina, onde as programações já  foram iniciadas

Possibilidade, levantada em coletiva de Imprensa ontem, não afeta as festividades em Caruaru (foto), Recife e Petrolina, onde as programações já foram iniciadasFoto: Geyson Magno/prefeitura de caruaru


A mais nordestina das festas pode não acontecer em 26 municípios de Pernambuco por questões burocráticas. São cidades cujas prefeituras ainda não regularizaram os procedimentos de segurança obrigatórios para a realização dos eventos de São João, como os relativos a controle de barracas de fogos de artifício e saídas de emergência em pontos cercados com grande aglomeração de pessoas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, que fiscaliza a atividade, os locais podem ser interditados temporariamente. A medida, porém, não afeta o Recife, Caruaru e Petrolina, onde os festejos já tiveram início. Os três municípios, além de outros cinco, são os únicos em situação regular entre 40 onde os bombeiros reforçarão o efetivo neste mês.

Apesar do número de itens exigidos para a liberação das festas por um grupo de trabalho que reúne vários órgãos de fiscalização, o procedimento é comum em qualquer outro evento ao ar livre e, na visão da Secretaria de Defesa Social (SDS), que abordou o assunto em entrevista coletiva, ontem, já poderia ter sido agilizado pelas prefeituras. “É uma festa que tem estruturas metálicas, elétricas e fogos. Isso precisa ser documentado para que possamos vistoriar. Temos um pessoal de plantão à espera das demandas”, disse o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Cunha.

A corporação citou como exemplos de cidades com pendências Carpina, Limoeiro e Arcoverde. Nessa última, os eventos oficiais terão início neste sábado. Em Limoeiro, o pontapé será na véspera de São João. “Mas ainda dá tempo de essa situação ser regularizada antes. Basta que as prefeituras entrem no site do Corpo de Bombeiros e vejam toda a documentação necessária. Destaco que não queremos impedir a festa de ninguém. O que queremos é que seja segura, com projetos de incêndio e de evacuação de pessoas. Mas, se isso não chegar aos bombeiros da forma que tem que chegar, vamos interditar os locais de shows temporariamente até que haja a regularização”, afirmou Cunha. 

O Corpo de Bombeiros destacou, contudo, que a lista de cidades que a corporação considera para as fiscalizações nesta época do ano foi feita com base nos locais que, historicamente, sediam festejos juninos, o que não significa que todos vão promover os eventos em 2017. Palmares, na Mata Sul, por exemplo, está na lista das 40, mas foi afetada pelas fortes chuvas do fim de maio e recebeu, junto com outros 27 municípios que decretaram situação de emergência, uma recomendação do Ministério Público Estadual para não gastar nada com o São João. Nesse caso, as prefeituras não têm razão de procurar os bombeiros para as vistorias.

Efetivo
Até o próximo dia 30, haverá 2.653 jornadas de trabalho de bombeiros nos polos de festa de todo o Estado, o que é chamado, tecnicamente, de lançamento. Só na Região Metropolitana do Recife, serão 72 lançamentos entre 23 e 25 de junho. O maior número está concentrado em Caruaru, com 1.197 empregos de profissionais desde 3 de junho até o próximo dia 29.

FONTE : FOLHA DE PERNAMBUCO

Brasil : Liesa suspende desfile de escolas de samba no Rio em 2018 após corte de recursos

Escolas do Grupo Especial tomaram decisão após anúncio do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, sobre corte de 50% do total da subvenção 
Desfile da escola de samba Portela, pelo grupo especial, no Sambódromo em 2016
Desfile da escola de samba Portela, pelo grupo especial, no Sambódromo em 2016Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

As escolas de samba do Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou uma nota no final da noite desta quarta-feira (14), no Facebook da liga, em que decide que não haverá desfiles das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro no carnaval de 2018 após a decisão do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, de cortar pela metade os recursos da subvenção destinados às escolas de samba.

Leia mais sobre anúncio do corte da subvenção pelo prefeito aqui.

A decisão da Liesa foi tomada durante uma reunião na sede da entidade com a participação de presidentes das escolas de samba. Segundo a nota, presidentes das escolas de samba e a Liesa aguardam o agendamento de uma audiência já solicitada para tentar “encontrar uma solução para o problema”.

Na nota, a Liesa destaca os “benefícios econômicos, financeiros, de geração e renda, além da valorização da imagem da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil” e o aumento substancial da arrecadação de impostos e receitas diretas e indiretas “proporcionadas durante o período de preparação e realização dos desfiles carnavalescos”.

Segundo a Liesa, o corte de 50% dos recursos “trará graves consequências para produção do espetáculo” e tornará os desfiles inviáveis de serem feitos com a mesma qualidade com que estavam sendo produzidos. A entidade também destacou que Crivella, enquanto candidato, visitou a sede da Liesa e firmou um compromisso de manter o subsídio aos desfiles, com perspectiva de aumentar os recursos.

Prefeitura
A prefeitura do Rio divulgou, na segunda-feira (12), a decisão do corte e informou que os recursos destinados às escolas de samba seriam transferidos para aumentar o repasse de manutenção de creches conveniadas com o município. De acordo com a prefeitura, as agremiações receberam cerca de R$ 24 milhões para os desfiles de 2017, e, agora, 50% do valor serão revertidos para melhorar a alimentação e o material escolar das crianças.

Quando a decisão foi divulgada, a prefeitura garantiu que o remanejamento não significa que as escolas de samba ficariam sem recursos. A ideia oficial é fazer investimentos diretamente nas agremiações por meio do Conselho de Turismo com a utilização de um fundo setorial ou por cadernos de encargos.

FONTE : AGÊNCIA BRASIL

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